sexta-feira, 30 de outubro de 2009

OpenID: seguro, rápido e fácil

Segurança é a palavra-chave quando se trata de navegar na internet. E quando usamos serviços em sites que exigem login de usuário, aí sim precisamos do máximo de trasparência em segurança por parte dos sites no qual tendemos a confiar. Para isso, de longe, o mais comum é usarmos, no lgoin, um nome de uauário e uma senha. Porém, você já parou para contar em quantos serviços você está cadastrado, quantos logins você possui? Somando isso a outras senhas que você usa fora da internet (bancos, por exemplo), como fica a sua situação e a de muitos usuários de serviços de segurança? Que tal um serviço que mantenha uma identidade para vários ouros serviços? Essa é a proposta (ousada) do OpenID.

A tecnologia OpenID foi criada em 2005 pela comunidade internacional de código aberto, tentando resolver o probelma da identidade única, com relação ao fator segurança. Assim, a proposta do OpenID é manter a privacidade e segurança do usuário, de forma que as informações pessoais ficarão centralizadas para que outros serviços que estejam vinculados ao OpenID possam compatilhar das informações. É claro que esse compartilhamento só é permitido a medida que o usuário passa a utilizar esses outros serviços. Assim, o usuário terá um nome de usuário e senha pelo OpenId e, quando acessar o serviço desejado, "logará" com o seu login do OpenID.

Ainda, uma grande vantagem do OpenID é que o serviço afiliado não armazenará informações do usuário sem a concesão do mesmo, inclusive a senha, que só será armazanada nos servidores OpenID. dessa forma, as informações pessoais do usuário serão mantidas sob sigilo, porém, informações adicionais serão fornecidas a medida que cada serviço exigir. Além disso, quem garante a privacidade de suas informações é a OpenID Foundation, que é mantida por organizações que pretendem divulgar e expandir o uso do OpenID.

E com relação aos afiliados, nomes de peso estão na lista, Entre eles, o Google, Yahoo!, Microsoft, AOL, Novell e Sun são alguns deles. Inclusive entidades governamentais já passarama a utilizar o serviço, como a Casa Branca, do governo dos EUA. Já conhecidos serviços também garantem boa índole ao OpenID, como o MySpace, LiveJournal, FaceBook, entre outros cinquenta mil serviços, envolvendo mais de um bilhão de usuários ativos no serviço!

Portanto, pelo menos do meu ponto de vista, é mais uma questão de confiança utilizar o serviço OpenID. Da mesma forma que repassamos nossas informações à diversos sites, o OpenID seria apenas mais um. Porém, neste caso, o OpenID deixa uma maior garantia devido a diversos órgãos de peso já estarem afiliados a ele. seria ainda mais interessante quando instiuições bancárias passasem a utilizálo (até onde sei nenhum utiliza), visto que o investimento (e os ataques) na segurança do OpenID aumentaria. Vale lembrar que existem outros serviços que fazem o mesmo papel do OpenID, porém menos conhecidos. Inclusive, como alerta, existem muitos sites se passando pelo sistema OpenID. Assim, o oficial tem a terminação .net (link abaixo).

Acesse o site do OpenID

Um abraço a todos e até a próxima!
Leonardo Araújo

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Creative Commons

Que tal poder criar um material e disponibilizá-lo na web livremente, de forma que quem o utilize não precise perguntar a você se pode ou não utilizá-lo? Melhor, que tal usar algum material disponível na web com uma permissão de reprodução já concedida? Até alguns anos isso era praticamente impossível de se achar na internet. Mas os tempos mudaram e as formas de se publicar e utilizar metrial na internet também. Isso nos leva ao Creative Commons, uma iniciativa que pode acabar com o Copyright.

Não é difíci, quando estamos pesquisando na web e queremos reproduzir algum trecho de um texto ou mesmo copiar uma imagem, não sabermos se aquele material está protegido ou não sob direitos autorais. Embora as leis vigentes para o mundo físico, se assim pode ser dito, também recaiam, de forma adaptada, nos materiais disponíveis na web, a confusão ainda é grande entre a maioria dos usuários. A questão é que existem muito materiais na internet que estão livres de serem copiados ou citados sem quebrar ou infrigir nenhum lei. Muitos autores permite a reprodução total ou parcial de suas obras, mas fica complicado de se saber quando esse material não sai de sua fonte, ou seja, não é adquirido diretamente do autor. Aí entra a questão: posso ou não usar?

Sendo assim, para tentar acabar com essa confusão, foi criado em 2001 o Creative Commons. O CC, conhecido assim também devido ao seu símbolo, foi criado justamente para acabar com o problema de liberação de materiais protegidos sob alguns aspectos, mas liberados sob vários outros. É uma iniciativa que não visa fins lucrativos, portanto não é necessário pagar por patentes. A idéia, assim, é permitir que um conteúdo copyrigth passe, de acordo com as especificações do autor do material, a um modelo conhecido como copyleft. Ao invés de um material ter "todos os direitos reservados", o mesmo terá "alguns direitos reservados" ou mesmo "nenhum direito reservado".

Para que um autor que deseja distribuir seu material na web sob a licença Creative Commons é muito simples. São apenas algumas questões que nortearão o autor até a sua obra ser liberada. Ele simplesmente responde questões do tipo "permissão de uso comercial da obra" e "permissão de alteração da obra". Assim, alguns símbolos (como os mostrados na figura ao lado e explicados detalhadamente no site da Creative Commons) serão agrgados ao material para que quem o utilize tenha a clara noção de como utilizá-lo sem infrigir os direitos que cabem ao autor.

Outro ponto interessante com o CC é a idéia de combinação (remix). Essa idéia é defendida pela Licença Sampling, dentro da CC. Ela permite que, ao ser liberado, de acordo com as restrições do autor sob a CC, pedaços do material possa ser agrgado a um novo material que outro autor venha a criar, ou seja, ele terá um material, por exemplo, uma música, de sua autoria com "pedaçõs" de outra música com a licença Sampling atribuída (daí vem o remix). Inclusive esse novo material pode ser utilizado para fins comerciais, sem bater de frente com nenhuma lei, até esse ponto.

Enfim, a Creative Commons ainda tem muito o que alcançar, mas já está fazendo muito sucesso. Com essa proposta de abdicar alguns direitos, é possível que o Copyright seja extinto, justamente porque os direitos que ainda ficarão reservados (o copyright) estão implícitos na licença Creative Commons (alguns direitos reservados). Dessa forma, ninguém mais ficará sujeito a sanções alegando que não sabia explicitamente como usar tal material. E para fechar o tópico com mais clareza, assista ao vídeo de explicação da Creative Commons, logo abaixo.





Para mais informações acesse Creative Commons

Um abraço a todos e fiquem com Deus!
Leonardo Araújo

sábado, 22 de agosto de 2009

3D de verdade!

Com a evolução da computação gráfica, as imagens tornaram-se mais e mais atraentes, principalmente entre as animações. Também estão inclusos os efeitos especiais vistos no filmes, jogos, desenhos e em outras diversas aplicações. Mas, o que as pessoas sempre quiseram foi uma imersão literal nas três dimensões, o que nunca foi, de fato, alcançado. Porém, os dias estão contados para essa ilusão realmente virar realidade!

Não se sabe ao certo quando se iniciou a era dos títulos 3D imersivos. Os óculos 3-D no mundo do entretenimento, talvez deram os primeiros passos a essa tentativa. Foi a década de 50 que deu "gás" ao uso desse equipamento de funcionamento tão simples e que levava as pessoas a terem outras perspectivas ao lerem os seus quadrinhos preferidos. A proposta dos óculos 3-D, para quem não conhece ou nunca os usou, é tornar as imagens o mais interativas possíveis com o usuário, como se elas "saltassem" da tela, no caso dos filmes em cinemas, por exemplo, para o espectador, dando aquela sensação de realidade aumentada. Os anos se passaram e novas técnicas de tridimensionamento alternativo pelos óculos 3-D foram sendo desenvolvidas. Entretanto o foco do negócio ficou por conta do avanço na computação gráfica. Isso acabou escondendo o lado interativo virtual por algum tempo, mas, os óculos 3D, por exemplo, não deixando de ser utilizados em muitas salas de cinema pelo mundo.

Nesses útimos dois anos o negócio de 3D vem tomando novo fôlego. A indústria do cinema começou a lançar discretamente novos títulos. Segundo este site, até 2012, pelo menos 30 filmes serão lançados com a utilização do sistema através de óculos 3D, sendo a maioria animações. Um deles é o longa G-Force 3D, que faturou só nos EUA e Canadá mais de 32 milhões de dólares. Esse foco retomado, de acordo com algumas fontes, tem por objetivo o combate à pirataria de filmes.

Também, "o submundo" dos jogos eletrônicos não ficou de fora. Na realidade, plataformas antigas de video games (Master System e Nes) já utilizaram óculos anáglifos e polarizados para levar o jogador a perspectivas 3D. Entretanto, o negócio hoje está bem mais evoluído. Umas das desenvolvedoras de hardware para jogos mais conhecidas do mundo, a NVidia, lançou a pouco o seu exclusivo sistema 3D para jogos, o GeForce 3D Vision (que não tem nenhuma relação com o filme citado G-Force 3D). O aparato consiste em uma tecnologia desenvolvida para proporcionar ainda mais profundidade e realidade ao jogador, tendo para isso o usuário dispor de uma TV ou monitor de nova geração para ser compatível com o óculos. Parece algo supérfluo para muitos, mas que promete render milhões para as produtoras de jogos, aquecendo o mercado consumidor de games. E para você ter uma idéia de como funciona esse óculos, dê uma olhada no vídeo abaixo.

Mas nem só de cinema e games vivem os óculos 3D. Na realidade, os óculos 3D parecem estar com os seus dias contados se a tão esperada TV 3D realmente pegar! Pois bem, não é de hoje que se tenta fazer isso, mas as TVs 3D já estão para serem comercializadas, possibilitando a verdadeira sensação 3D sem a necessidade de uso de óculos especiais ou qualquer outra forma de simulação 3D. A ideía é unir o mundo HD-TV ao mundo TV-3D, o que já estão chamando, intuitivamente, de HDTV-3D. E para não perder a linha, o primeiro canal totalmente 3D também está para ser lançado em breve, segundo este site. O site YouTube também está em fase de testes com vídeos e produções 3D, no qual proporciona a quem estiver assistindo a algum vídeo escolher qual a melhor opção de sistematização 3D, dentro dos modelos lançados até o momento.

Portanto, parece que o 3D de fato vai virar realidade. Embora ainda muito distante do nível de muitas pessoas, como de praxe acontece com novas tecnologias, as tentativas de imersão 3D, sejam com óculos, projetores ou TVs 3D, provavelmente ficarão mais acessíveis e mais utilizáveis, digamos assim, ao passo que mais empresas forem tomando parte da diversão (e do negócio, é claro).




Faça você mesmo o seu óculos 3D!

Um abraço a todos e fiquem com Deus!
Leonardo Araújo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Firefox: 1 bilhão de downloads!


Quando ele surgiu, com aquela simpática raposinha como logo, deixou muita gente com vontade de usá-lo. Um dos seus maiores atrativos para os usuário comuns foi o bloquei de popups, que já vinha integrado em sua engine. Para os mais intrusivos, o navegador tinha (e tem) o seu código aberto, ou seja, quem sabe programar pode colaborar para o melhoramento do navegador. Pois bem, caiu no gosto do internautas com a sua sutileza ao abrir páginas e, claro, ao seu baixo consumo de memória e o fator segurnça lá em cima, bem a frente do seu maior rival, o Internet explorer. Foram estes e outros atrativos que fizeram do Firefox o segundo navegador de internet mais usado, com sua incansável luta para tirar o Internet explorer de linha.

Para não fugir muito na linha do post, deixo um link para quem quiser saber mais sobre a história desse grande navegador. Seguindo, a Mozilla Foundation vem em contagem para a comemorar a marca de 1 bilhão de download do navegador. Não é para menos. Quase 30% das pessoas que navegam na internet utilizam o Firefox como navegador padrão. Para tal, a Mozilla criou um hotsite que pretende trazer surpresas para os fãs mais extrovertidos, além de muitas novidades a respeito do futuro do simpático, porém altivo navegador. Em sua última e mais recente versão, a 3.5, os Firefox implementou diversas atualizações e melhoramentos, saindo, logo logo, a versão 3.6 (já está em alpha).

Não deixe de acompanhar as novidades que virão por aí. Também há um perfil no Twitter que está na contagem da marca. E ainda deixei um videozinho de divulgação do firefox (primeiras versões).



Um abraço a todos e até mais!
Leonardo Araújo

domingo, 19 de julho de 2009

English easy for you!

Não canso de dizer que a tecnologia da informação nos trouxe muitas facilidades e oportunidades no campo da educação. Como também me interesso muito por educação, atuo na área de tecnologia pensando e contribuir para melhoria do ensino e educação. Hoje, aproveitando o período de férias para muitos (ou mais da metade das férias...), vim deixar uma dica para quem quer aprender ou ensinar a língua Inglesa, idioma mais difundo no mundo e essencial para diversas situações em nossas vidas.

Já tem alguns meses que postei sobre uma ferramenta que pronunciava alguns textos que você digitava. Agora, vou compartilhar alguns sites interessantes focando a fluência da língua inglesa no listenig (ouvir) e reading (leitura). Depois de muito pesquisar um site que me proporcionasse o foco nesses dois quesitos, acabei descobrindo dois deles, que valem a pena ser compartilhados.

O primeiro deles é o VOA - Voice of America. O VOA é um site especializado em divulgar notícias e assuntos pertinentes aos fatos norte-americanos sob um Inglês focado no estrangeiro ao idioma. Dessa forma, quem busca adquirir mais conhecimento do idioma, inclusive aumentando o vocabulário, o VOA oferece excelentes alternativas, tais como textos especialmente desenvolvidos no idioma Inglês nativo ao leitor, áudio do texto em formato .mp3, além de vários podcasts. Há a opção Special English, que oferece tais alternativas de forma ainda mais intuitiva para quem busca a melhoria do listenging e reading.

O outro, ainda mais interessante e mais focado no quesito proposto, é o Spotlight. Esse site propicia, de fato, material totalmente desenvolvido para a difusão do idioma Inglês para quem está dando os primeiros passos, literalmente, ou mesmo para quem tem dificuldades nos quesitos listenging e reading, mas já tem um bom conhecimento gramatical e um vocabulário moderado. O Spotlight oferece textos bacanas, gereralizados, ou seja, asuntos mundiais, expostos em um Inglês simples e intuitivo. Todos os textos são lidos, nos arquivos de áudio disponíveis, por pessoas que falam Inglês em diversas nacionalidades. Por exemplo, um dos mais legais que cheguei a ouvir foi o texto Mandela Day, que falou sobre os propósitos do Mandela Day, quem poderia atuar, quem ganha com isso, além de mostrar diversas opiniões de várias pessoas do mundo. Inclusive, o próprio Nelson Mandela dá a sua contribuição ao Spotlight e fala, em Inglês, o quão agradecido está pela iniciativa do site.

Esses sites, na realidade, estão sob o direcionamento do Special English, um método desenvolvido na década de 50 a fim de expor as notícias pertinentes aos EUA ao mundo através de ondas de rádios em países cujo idioma não era o nativo. O Special English trata o Inglês de forma modesta, com um vocabulário de aproximadamente 1500 palavras, leitura pausada, aproximadamente 90 palavras por minuto, além de uma gramática simplificada. As próprias orações gramaticais são simplificadas para o fácil entendimento. O Special English hoje é, em suma, usado apenas para fins de estudo, claro aliado à difusão de notícias e conhecimetos gerais. O precursor do Special English foi o Voice of America (na época, claro, ainda sem internet).

No mais, espero ter contribuído com a dica. Tanto alunos quanto professores podem aproveitar-se do uso da TI para aprimorar seus conhecimentos educaionais, e cada vez mais sem desculpas de que é difícil encontrar fontes para tal.

VOA - Voice of America - Special English
Spotlight

Um abraço a todos e fiquem com Deus!
Leonardo Araújo

quarta-feira, 24 de junho de 2009

18 anos de Sonic

Era a época de ouro dos videos-games quando o porco-espinho mais divertido da história dava o seu ar da graça, em 23 de junho de 1991. E como jogador veterano desse que faz parte dos clássicos dos jogos eletrônicos, não poderia deixar compor um post especial para o Sonic, comemorando os seus 18 anos de existência.

Na época, no final dos anos 90, a Nintendo arrebentava o mundo dos games com o seu mais querido personagem mascote, o Mario. A Sega, produtora rival à Nintendo, tentava manter o páreo em foco com o gracioso Alex Kid, mas o negócio ia mal, mesmo com todos os diferenciais dos jogos do Alex. Foi então que em 1991, surgiu um personagem nada comum (para a época - nada comparado a hoje :P) nos video-games; um porco-espinho azul que contava como principal habilidade a velocidade. Sonic The Hedgehog foi o primeiro da série. O brilho do porco-espinho mais querido só estava começando a clarear!

Sonic fez história ao decorrer desses dezoito anos. Conquistou inúmeros fãs mundo à fora (eu, por exemplo!), agradou a gregos e troianos exigentes no mundo dos games e, principalmente, conseguiu o que seria o trunfo da Sega: equiparar-se ao Mario. A Sega alavancou os seus lucros graças ao Sonic, que, com o Sonic 2, por exemplo, lançado em 1992, vendeu mais de 6 milhões de unidades. Daí, o cativante azulzinho só foi crescendo em números. Vários outros jogos foram sendo lançados para diversos consoles (da Sega, é claro), com novidadades que iam de novas habilidades a novos integrantes em sua turma, como o talvez mais conhecido Tails, uma raposinha bem simpática. Também, Sonic deu o ar da graça de outras formas, como em desenho animado e revistas em quadrinho.

Assim, com o lançamento (e fracasso) do console Dreamcast, Sonic deu uma sumida do mercado, principalmente em termos de novidade. Voltando à ativa, depois de muitos contra-tempos internos da Sega, o porco-espinho caiu até nos consoles da Nintendo, saindo da exclusividade Sega, já que a empresa não mais produziria consoles domésticos. É claro que os fãs ficaram desesperados achando que não mais viriam o Sonic em seus mais altos malabarismos. Hoje o espinhoso conta com uma gama de mais de 30 jogos a disposição, incluindo versões para diversos consoles (incluindo Nintendo, como já dito), Playstations, PC, celulares e outros mais, além de sua diversas facetas, desde o seu jeitão 8-bits de ser até as caras bravas em 3D atuais.

São 18 anos de pura diversão com o mais gracioso e radical personagem de video-games. Se você quiser ir mais além, deixei um site especializado em Sonic que pode dar mais informações sobre o porco-espinho. Vida longa ao grande Sonic!

Power Sonic

Abraços a todos e até mais!
Leonardo Araújo

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cometi orkuticídio e estou sendo perseguido!

Conheci esta magnífica ferramenta por volta de 2005. Era o "boom", o auge do Orkut no Brasil. Claro, como curioso nato em tecnologia, comecei a fuçar o negócio e me apaixonei de vez. Comecei a fazer a amigos e incentivar outros a entrarem por lá. Reencontrei muita gente que eu não via há anos. Adorava entrar nas comunidades, conversar com o povão pelos danados dos scraps, olhar o perfil dos outros e rererereconstruir o meu. Um certo dia de 2007 resolvi excluir a minha conta do Orkut sem mais nem menos. Até hoje não entendi porque sái dalí naquela época. Mas, pouca semanas depois (nem acho que chegou a semanas...) eu recriei outra conta e outro perfil. Lá vamos nós para a mesma história.

Passaram-se mais dois anos. Nesse meio, recuperei meus antigos contatos, conheci novas pessoas, fiz uma nova rede de relacionamentos. Vi o Orkut crescendo em novas ferramentas de interatividade, também aquelas para deixar o perfil mais "cool", atrativo e bem a sua cara! Bacana. Experimenti algumas delas, gostei de umas outras, até que, em março deste ano, resolvi deixar o Orkut de vez, mas agora bem decidido. Pensei que eu fosse ter a mesma recaída como da outra vez, mas, para minha surpresa, estou "liberto" até o presente momento.

Estranho o termo "liberto"? Não é não! Creio que muitos, a arrebatadora maioria das pessoas que tentou sair do Orkut, das duas uma: ou não conseguiu deixar ainda ou saiu e já voltou. Cheguei a essa conclusão depois de fazer algumas perguntas entre conhecidos que têm conta no Orkut e também dando uma vasculhada pela net. Todos, sem exceção, disseram exatamente o que eu acabei de expor. Ou estão tentando deixar ou voltaram depois de ter saído. Ora bolas, o que é isso? Um efeito "estica e puxa"? Uma droga cibernética? Um chiclete que não se dissolve? Ressaca virtual? Caberia aqui uma nova teoria, do tipo "O Efeito Orkut Viciante de Ser".

Tá, vamos deixar de viajar e cair na realidade (ou não). Decidi escrever este post nada menos pelo espanto que tive e a experiência pós-Orkut que venho tendo depois que resolvi deixá-lo. Algumas pessoas chegaram a mim me perguntado o motivo de minha saída. Após ouvirem um simples "porque eu não vi mais utilidade", fiquei quase paranóico pensando que eu havia cometido um delito grave, algo do tipo homicídio. Foram tantos os xingamentos que evito falar esse nome tão doce (Orkut) perto das pessoas.

Então, pesquisnado mais a fundo para tentar acabar com essa "cyber esquisofrenia pós-Orkut", descobri que, SIM, EU COMETI UM GRAVE DELITO! Pois bem, as pessoas mundo à fora são tão boazinhas (!) que resolveram criar um novo jargão para quem exclui a sua conta do Orkut: Orkuticídio. Que bacana, nem disso estamos livres. Cometer suicído de uma rede social. Confesso que caí na risada quando li sobre esse termo... O meu caso é engraçado. Dizem que quem comete suicídio volta para atazanar outras pessoas. Eu cometi orkuticídio e estou sendo perseguido. Só acontece comigo mesmo!!! Mais engraçado ainda foi quando eu falei que havia saído do Orkut e falaram com a maior naturalidade "haa, por isso que diminuiu um contato meu..."!

Bem, voltando ao assunto da perseguição pós-Orkut, venho deixar bem claro o motivo de minha saída para que, aqueles que ainda me criticam ou me perseguem com quatro pedras na mão, parem de me atazanar! Primeiramente, eu estou me sentindo da mesma forma que um ex-detento. Fui liberto de uma espécie de prisão que eu fazia questão de ficar horas em cárcere, privado, ainda por cima. Depois, simplesmente não vi mais "graça" em me expor, tentando mostrar quem eu sou sem nem ser o que eu seria (é isso mesmo!). Não sei explicar direito o que aconteceu. Um espécie de ficha caiu em mim. Não consigo mais enxergar utilidade ou proveito em mostrar a minha pessoa (quase que cyber-fictícia) apenas por mostrar. Tudo bem, lá tem comunidades que servem para discussão e bate-papo direto. Prefiro um fórum on-line... Anti-social, eu? Talvez. Se for do ponto de vista em não querer mais redes sociais do tipo "eu sou isso, isso e isso", como o Orkut, em minha vida, podem me achar assim. Mas continuo sendo bastante social no meio em que atuo pessoalmente (creio eu) ou de outras forma virtuais.

Ué, e por que eu, no início deste post, afirmei categoricamente que o Orkut seria uma magnífica ferramenta? Não retiro o que disse, pelo contrário, afirmo novamente. É magnífico, pois mantém pessoas próximas, virtualmente falando, ajuda a aproximar contatos que esfumaçaram-se da vida das pessoas, podemos conhecer melhor as pessoas que estão próximas de nós, visitando os seus perfis e fuçando o que elas andam fazendo ou lendo ou participando, além muitas outras coisas legais. Também é magnífico pois algema a sua vida, insistententemente, a mostrar-se quem você é do jeito que você bem quer (e que muitas vezes não é). Magnífico porque insere você no meio social, de forma facilitadora e expositiva, para quem quiser, aonde estiver, na hora que bem entender (e não me venham com opções de privacidade, pois aquele cadeadozinho não está fechado para os seus contatos). Por fim, magnífico porque está começando a excluir algumas pessoas que não tem uma conta por lá (nossa, fulaninho só quer ser o cri-cri. Não tem uma conta no Orkut.).

Bem, eu não quis deixar um ar de comentário esdrúxulo e arrogante (mas acho que fiz isso, foi inevitável). Simplesmente eu me abusei completamente dessa ferramenta, pois não vi mais utilidade (acho que já deixei bem claro os meus motivos) que, mesmo sendo (aí sim) da fantástica e magnífica Google, que, por sinal, utilizo as suas outras ferramentas (blogspot, aqui estou eu), não atrelo uma coisa a outra. E tem mais, vieram me criticar ainda por eu ter criado uma conta no Twitter e ter saído do Orkut. Por favor, Orkut é para quem gosta, MSN também (ainda vejo utilidade, só para deixar claro), Facebook idem, Twitter ibidem, e outras da mesma forma.

E para acabar de vez, não quero desmotivar ou incentivar ninguém a sair do Orkut (mesmo com os meus comentários contras). Use e abuse do que você gosta, mas tenha sensatez do que está usando (e fazendo) e, principalmente, da forma que você usa! Mas eu garanto, foi uma das melhores coisas que fiz desde que me conheço por gente! Mas, e agora, como faço para entrar na comunidade "Eu não tenho mais Orkut"?! E quem estiver disposto, estou à disposição em unir-me com algum interessado em fazer uma pesquisa sobre redes sociais e "o efeito grude". Quem sabe não sai um artigo bem interessante daí...

Um abraço a todos, desculpem aos Orkuteiros ofendidos, e fiquem com Deus!
Leonardo Araújo