Passaram-se mais dois anos. Nesse meio, recuperei meus antigos contatos, conheci novas pessoas, fiz uma nova rede de relacionamentos. Vi o Orkut crescendo em novas ferramentas de interatividade, também aquelas para deixar o perfil mais "cool", atrativo e bem a sua cara! Bacana. Experimenti algumas delas, gostei de umas outras, até que, em março deste ano, resolvi deixar o Orkut de vez, mas agora bem decidido. Pensei que eu fosse ter a mesma recaída como da outra vez, mas, para minha surpresa, estou "liberto" até o presente momento.
Estranho o termo "liberto"? Não é não! Creio que muitos, a arrebatadora maioria das pessoas que tentou sair do Orkut, das duas uma: ou não conseguiu deixar ainda ou saiu e já voltou. Cheguei a essa conclusão depois de fazer algumas perguntas entre conhecidos que têm conta no Orkut e também dando uma vasculhada pela net. Todos, sem exceção, disseram exatamente o que eu acabei de expor. Ou estão tentando deixar ou voltaram depois de ter saído. Ora bolas, o que é isso? Um efeito "estica e puxa"? Uma droga cibernética? Um chiclete que não se dissolve? Ressaca virtual? Caberia aqui uma nova teoria, do tipo "O Efeito Orkut Viciante de Ser".
Tá, vamos deixar de viajar e cair na realidade (ou não). Decidi escrever este post nada menos pelo espanto que tive e a experiência pós-Orkut que venho tendo depois que resolvi deixá-lo. Algumas pessoas chegaram a mim me perguntado o motivo de minha saída. Após ouvirem um simples "porque eu não vi mais utilidade", fiquei quase paranóico pensando que eu havia cometido um delito grave, algo do tipo homicídio. Foram tantos os xingamentos que evito falar esse nome tão doce (Orkut) perto das pessoas.
Então, pesquisnado mais a fundo para tentar acabar com essa "cyber esquisofrenia pós-Orkut", descobri que, SIM, EU COMETI UM GRAVE DELITO! Pois bem, as pessoas mundo à fora são tão boazinhas (!) que resolveram criar um novo jargão para quem exclui a sua conta do Orkut: Orkuticídio. Que bacana, nem disso estamos livres. Cometer suicído de uma rede social. Confesso que caí na risada quando li sobre esse termo... O meu caso é engraçado. Dizem que quem comete suicídio volta para atazanar outras pessoas. Eu cometi orkuticídio e estou sendo perseguido. Só acontece comigo mesmo!!! Mais engraçado ainda foi quando eu falei que havia saído do Orkut e falaram com a maior naturalidade "haa, por isso que diminuiu um contato meu..."!
Bem, voltando ao assunto da perseguição pós-Orkut, venho deixar bem claro o motivo de minha saída para que, aqueles que ainda me criticam ou me perseguem com quatro pedras na mão, parem de me atazanar! Primeiramente, eu estou me sentindo da mesma forma que um ex-detento. Fui liberto de uma espécie de prisão que eu fazia questão de ficar horas em cárcere, privado, ainda por cima. Depois, simplesmente não vi mais "graça" em me expor, tentando mostrar quem eu sou sem nem ser o que eu seria (é isso mesmo!). Não sei explicar direito o que aconteceu. Um espécie de ficha caiu em mim. Não consigo mais enxergar utilidade ou proveito em mostrar a minha pessoa (quase que cyber-fictícia) apenas por mostrar. Tudo bem, lá tem comunidades que servem para discussão e bate-papo direto. Prefiro um fórum on-line... Anti-social, eu? Talvez. Se for do ponto de vista em não querer mais redes sociais do tipo "eu sou isso, isso e isso", como o Orkut, em minha vida, podem me achar assim. Mas continuo sendo bastante social no meio em que atuo pessoalmente (creio eu) ou de outras forma virtuais.
Ué, e por que eu, no início deste post, afirmei categoricamente que o Orkut seria uma magnífica ferramenta? Não retiro o que disse, pelo contrário, afirmo novamente. É magnífico, pois mantém pessoas próximas, virtualmente falando, ajuda a aproximar contatos que esfumaçaram-se da vida das pessoas, podemos conhecer melhor as pessoas que estão próximas de nós, visitando os seus perfis e fuçando o que elas andam fazendo ou lendo ou participando, além muitas outras coisas legais. Também é magnífico pois algema a sua vida, insistententemente, a mostrar-se quem você é do jeito que você bem quer (e que muitas vezes não é). Magnífico porque insere você no meio social, de forma facilitadora e expositiva, para quem quiser, aonde estiver, na hora que bem entender (e não me venham com opções de privacidade, pois aquele cadeadozinho não está fechado para os seus contatos). Por fim, magnífico porque está começando a excluir algumas pessoas que não tem uma conta por lá (nossa, fulaninho só quer ser o cri-cri. Não tem uma conta no Orkut.).
Bem, eu não quis deixar um ar de comentário esdrúxulo e arrogante (mas acho que fiz isso, foi inevitável). Simplesmente eu me abusei completamente dessa ferramenta, pois não vi mais utilidade (acho que já deixei bem claro os meus motivos) que, mesmo sendo (aí sim) da fantástica e magnífica Google, que, por sinal, utilizo as suas outras ferramentas (blogspot, aqui estou eu), não atrelo uma coisa a outra. E tem mais, vieram me criticar ainda por eu ter criado uma conta no Twitter e ter saído do Orkut. Por favor, Orkut é para quem gosta, MSN também (ainda vejo utilidade, só para deixar claro), Facebook idem, Twitter ibidem, e outras da mesma forma.
E para acabar de vez, não quero desmotivar ou incentivar ninguém a sair do Orkut (mesmo com os meus comentários contras). Use e abuse do que você gosta, mas tenha sensatez do que está usando (e fazendo) e, principalmente, da forma que você usa! Mas eu garanto, foi uma das melhores coisas que fiz desde que me conheço por gente! Mas, e agora, como faço para entrar na comunidade "Eu não tenho mais Orkut"?! E quem estiver disposto, estou à disposição em unir-me com algum interessado em fazer uma pesquisa sobre redes sociais e "o efeito grude". Quem sabe não sai um artigo bem interessante daí...
Um abraço a todos, desculpem aos Orkuteiros ofendidos, e fiquem com Deus!
Leonardo Araújo